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Os tratamentos cirúrgicos para tratamento de obesidade são indicados quando houver ao mesmo tempo doenças decorrentes do excesso de peso e IMC acima de 35. Ou simplesmente quando o IMC do paciente estiver acima de 40.
As cirurgias de redução gástrica podem ser realizadas de três maneiras:
Restritivas (Banda Gástrica Ajustável)
A Cirurgia Restritiva reduz a capacidade gástrica colocando-se uma "cinta" na parte alta do estômago, transformando-o numa "ampulheta". Desta maneira, obtém-se a chamada "saciedade precoce", ou seja, o paciente fica satisfeito com uma quantidade menor de comida.
INDICAÇÕES
A indicação em pessoas com IMC muito alto, "comedores" de doces e "beliscadores", deve ser feita com restrições, devido à perda de peso limitada.
RISCOS
A operação é de baixo risco. Entretanto, com o passar do tempo, pode haver perfuração gástrica pelo anel e o escorregamento do estômago por dentro do anel.
RESULTADOS
Perda de cerca de 40% do excesso de peso, o que significa cerca de 20% do peso inicial.
CUIDADOS / PÓS-CIRÚRGICO
- Realimentação progressiva com líquidos, pastosos e sólidos.
- A mastigação deve ser intensa.
- A deglutição deve ser em pedaços pastosos e pequenos.
EFEITOS COLATERAIS
Não há.
Malabsortivas
A Cirurgia Malabsortiva diminui a capacidade de absorção do intestino, com a exclusão de uma parte do intestino por onde passam os alimentos.
INDICAÇÕES
Pacientes com Superobesidade, ou seja, com IMC acima de 50.
RISCOS
Os riscos normais de uma cirurgia em grandes obesos. Há ainda o risco de desnutrição do paciente a longo prazo.
RESULTADOS
Grande perda de peso. Cerca de 80 a 100% do excesso.
CUIDADOS / PÓS-CIRÚRGICO
Neste tipo de cirurgia deve haver um contato freqüente com a equipe médica a longo prazo para controle nutricional.
EFEITOS COLETERAIS
- Diarréias
- Flatulência intensa e fétida
Mistas ou Derivações Gástricas (Tipo Capella)
LEGENDA
1. Esôfago
2. Novo estômago
3. Anel de Silicone
4. Estômago excluído
5. Junção entre o novo estômago e o intestino delgado
A técnica mista associa restrição e malabsorção. Grampeadores são utilizados para cortar e separar o estômago em dois. O estômago maior fica excluído e, conseqüentemente, fora do trânsito dos alimentos. O estômago remanescente tem capacidade de cerca de 20 ml e é ligado a um segmento do intestino delgado.
A cirurgia limita o volume ingerido com a ajuda de um anel de silicone colocado em volta do "novo" estômago.
Esta técnica pode ser realizada de duas maneiras:
CIRURGIA ABERTA
- Incisão de 15 a 25 cm
- 3 dias de internação
- 30 dias sem realizar esforços e sem dirigir carros
- indicada para pacientes com IMC maior que 55 em mulheres e maior que 50 em homens.
CIRURGIA LAPAROSCÓPICA
- 4 pequenos orifícios de 0,5 cm
- 2 pequenos orifícios de 1,0 cm
- 2 dias de internação
- 7 dias para retomada de vida normal
- indicada para pacientes com IMC entre 35 e 55 em mulheres e entre 35 e 50 em homens.
INDICAÇÕES
Ter índice de massa corporal acima de 40 kgs/m2 ou entre 35 e 40 kgs/m2 com doenças associadas.
RISCOS
Os riscos da cirurgia mista (Capella) são praticamente os mesmos de uma cirurgia normal. Foram observados raros casos de infecção ou vazamentos. São poucos os casos registrados de complicações em relação a esta cirurgia. O índice de mortalidade gira em torno de 0,5%.
RESULTADOS
A cirurgia para o tratamento da obesidade bem realizada resulta na perda de cerca de 40% do peso inicial, o que corresponde a 80% do excesso de peso. O paciente, com uma pequena refeição, tem a sensação de "estômago cheio" (saciedade precoce).
VANTAGENS DA CIRURGIA POR VÍDEO-LAPAROSCOPIA:
- Menos dor;
- Recuperação mais rápida (alta hospitalar e retorno às atividades);
- Menor risco de infecção das feridas;
- Melhor efeito estético.
CUIDADOS / PÓS-CIRÚRGICO
Os cuidados no período pós-cirúrgico são muito importantes para o sucesso total da cirurgia e o bem estar do paciente.
Nos primeiros 30 dias após a cirurgia, a alimentação será composta basicamente de líquidos não calóricos. A ingestão de alimentos calóricos como sorvetes, pudins, cremes e leite condensado causa diarréia, tontura e queda da pressão arterial.
É obrigatória a ingestão diária de pelo menos 2 litros de líquidos hipocalóricos para evitar desidratação e formação de cálculos renais.
Na cirurgia aberta, o paciente deverá usar uma faixa abdominal, que só será retirada para tomar banho e dormir durante 45 dias. Ainda nesta modalidade de cirurgia, o paciente não poderá fazer esforços físicos nos primeiros 90 dias após a cirurgia.
Na cirurgia laparoscópica, não há a necessidade de utilização da faixa e o tempo para a realização de esforços físicos é menor.
EFEITOS COLATERAIS
Não há.
As restritivas impedem que o paciente coma em grande quantidade. As malabsortivas não deixam o organismo do paciente absorver os alimentos. A cirurgia ideal reúne as duas técnicas e resulta numa perda de 40 a 50% do peso inicial.
Embora haja algumas exceções, é necessário preencher alguns requisitos para que se possa saber se o indivíduo está apto a ser submetido à cirurgia para redução de peso.
É necessário, por exemplo, que já tenha havido esforços para perda de peso através realização de dietas.
OUTROS PRÉ-REQUISITOS
Tentativas de redução de peso pelos tratamentos clínicos sem sucesso.
Ter índice de massa corporal acima de 40 kgs/m2 ou entre 35 e 40kgs/m2 com doenças associadas.
Não possuir problemas médicos graves que possam acarretar em riscos no momento da cirurgia.
Pacientes com problemas psiquiátricos não podem efetuar a cirurgia de redução gástrica se não houver acompanhamento e indicação do especialista responsável. Problemas psiquiátricos que estejam fora de controle podem ser agravados pela cirurgia.
Problemas psicológicos como auto-estima baixa, falta de autoconfiança, frustração, obsessão por comida, ansiedade e depressão moderada estão presentes em quase 100% dos pacientes com obesidade mórbida.
São sintomas que quase sempre melhoram depois de uma operação de redução gástrica e a conseqüente perda de peso desejada.
Dependentes químicos não devem ser submetidas às operações.
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